1287 results for author: Danilo Nogueira


Você conhece um bom glossário?

A Internet está cheia de glossários de diversos tipos, páginas com links para glossários e páginas com links para páginas de links para glossários, sem falar nos mil glossários que estamos sempre compartilhando uns com os outros. Tenho até um programa grátis, o xBench, que me permite consultar todos os meus glossários ao mesmo tempo. Mas é preciso tomar muito cuidado com esses glossários. Por exemplo, circula por aí uma alma penada de glossário, cuja criação é atribuída a dois grandes escritórios de advocacia e a uma grande firma de consultoria, conforme a história que contam quando nos mandam uma cópia. Entretanto, esse ...

Descontos

Muitos clientes pedem descontos. As desculpas são muitas, mas não importa: para pedir desconto, qualquer desculpa serve e a maioria delas não tem pé nem cabeça. Por isso, acho desperdício discutir as “razões” do cliente para pedir desconto: logo de cara nego o desconto, sempre brincando, amável, cortês. brincalhão. Mas nego. Nego e não explico por quê. Se o cliente me perguntar por que eu não dou o desconto, digo que é política da casa não dar descontos e não discutir essa política. É vício. Não importa quanto você cote, certos clientes sempre pedem desconto. Tenho colegas que adicionam um tanto ao preço cotado e, assim, ...

O cliente pede uma cotação e o que você faz?

Alguns clientes, como as editoras, têm uma tabela de preços e você pode aceitar ou rejeitar. Outros clientes, entretanto, não têm uma tabela e vão perguntar quanto você cobra. Esse é um momento crucial. Prepare-se para ele estabelecendo uma tabela de preços. Só você pode determinar quanto você vai cobrar. Muitos clientes têm um certo receio de perguntar quanto vai custar o serviço, mas você, como profissional não pode ter esses problemas. Se o cliente começar a dar voltinhas, assuma o comando e diga, com clareza, como funciona o serviço e quanto você cobra. Quer o cliente pergunte, quer você tome a iniciativa, é importante dar ...

Comentários da semana

A Luciene Lima comenta Puxa, quanto tempo para se abrir um concurso [para TPIC], não? E será lícito que um tradutor que more no Rio de Janeiro, por exemplo, preste concurso para tradutor juramentado na Bahia e, se aprovado, exerça tal função no Rio de Janeiro? Obrigada! Luciene, é necessário comprovar residência para ser nomeado. Quer dizer, você só pode ser nomeada na Bahia se tiver residência na Bahia. Depois, se mudar para o Rio ou outra cidade, pode pedir transferência. Dizem que alguns dos nomeados no último concurso em São Paulo de repente decidiram mudar para outros estados, causando, digamos, certa curiosidade. Mas o ...

NOVAS CONFIGURAÇÕES DO BLOG

Por falha minha, os comentários estavam restritos aos outros blogueiros. Agora, foram liberados para quem quiser. Estão sujeitos a moderação, para evitar os spammers e gozadores, mas também é só.Desculpem os que quiseram comentar e não puderam. Diálogo é essencial.

Atrasos e calotes

Por que a gente não recebe no dia combinado?Alguns clientes são desonestos: devem, sabem que devem, podem pagar, mas não têm intenção de pagar ou acham que primeiro você tem que esperar até o momento em que eles acharem conveniente fazer o pagamento. Como tiveram toda pressa do mundo para receber a tradução, ficaram sem pressa nenhuma para pagar o tradutor. Outros são desorganizados: sabem que devem, podem pagar, têm intenção de pagar, mas perderam o número da tua conta bancária, não se lembram quando foi combinado pagar, não acham a nota fiscal.Um terceiro grupo simplesmente deu o passo maior que a perna: pegou um serviço ...

Está na hora de “reajustar”?

Um dos eufemismos mais divertidos do português é reajustar. Os outros aumentam os preços; eu reajusto. Mas, que seja, tanto faz. Quando é hora de passar do meu preço atual para um preço maior? Os preços, em qualquer lugar do mundo, são determinados pela lei da oferta e da procura. Quando a procura pelos meus serviços é tão grande que já não posso mais dar conta das encomendas, está na hora de cobrar mais, só isso. Não tem nada que ver com os custos, o preço do colégio das crianças, o ter passado no exame disto ou daquilo, o que o mecânico cobrou para trocar o cabo da embreagem. Tem que ver com a relação entre o serviço que me ...

Por que os tradutores fracassam? (1)

Uma estudante de tradução me escreveu, dizendo que é voz corrente que não se pode viver de tradução. Ela não disse, mas a frase corrente é “No Brasil, não é possível viver de tradução”, com ênfase em "no Brasil”. Como se viver de tradução no exterior fosse um mar de rosas e aqui fosse o inferno dos infernos, entende? Tenho uma ojeriza particular por esse “no Brasil”, porque, na maioria das vezes, é dito por quem não faz a mais remota idéia de como são as coisas fora daqui. Também tenho ojeriza do “de uns tempos para cá" dito por gente que não sabe como as coisas eram antigamente, mas isso é outra coisa. O fato é ...

Tradução de autor brasileiro para o inglês

Antes da palestra que ia fazer para os alunos de uma faculdade, estava fazendo conversa social com os professores. Uma me contou, orgulhosa, que estava fazendo mestrado ou doutorado, não me lembro, em literatura, e seu tema era um determinado autor brasileiro. No seu entusiasmo pelo assunto, contou que inclusive tinha encarregado seus alunos de traduzir alguns trechos desse autor para o inglês, como trabalho do semestre. Acho que ocultei bem minha surpresa perante a absoluta inutilidade de fazer alunos de bacharelado em tradução numa faculdade brasileira traduzirem literatura brasileira para o inglês. A chance de algum tradutor brasileiro ser ...

Nós e a imprensa

Cada vez que leio um artigo sobre tradução na imprensa, diminui minha fé nela, na imprensa, quero dizer – não na tradução. O que vende jornal é a reclamação, a esculhambação, evidentemente. Imprensa é oposição, como já disse o Millôr, há muitos anos. Por isso, a maioria dos artigos sobre tradução na imprensa se resume a divulgar erros, principalmente os cômicos. Isso não me preocupa, desde que o que apontem como errado esteja errado mesmo. Não façam como a Veja, que, há anos, meteu o pau de rijo no colega que tinha traduzido "The Physician" por "O Físico", sem saber que os médicos antigamente eram chamados "físicos" ...