Dez recomendações sobre como quantificar seu serviço

  1. Para cotar um serviço de tradução é necessário primeiro quantificar o trabalho envolvido. Existem vários métodos para quantificar uma tradução, cada um com suas vantagens e desvantagens. Cabe ao tradutor usar o método preferido pelo cliente ou, na ausência dele, propor o que achar melhor e explicar ao cliente como funciona. Trafegar entre um método e outro, é questão de regra de três, que não chega a ser matemática superior. Faça uma forcinha, que você aprende.
  2. Dois fatores afetam a quantificação: (1) se vamos tomar por base o texto de partida ou pelo texto de chegada e (2) a unidade que vamos usar.
  3. A quantificação tradicional tem por base o texto de chegada, entre outras coisas, porque antigamente, quando o texto de partida vinha em papel, era muito difícil fazer qualquer tipo de contagem do original. Quantificar pelo preço de chegada é sempre um risco, porque o cliente, por desconhecimento ou má fé, pode dizer que o preço ficou muito mais alto do que ele esperava – e aí o serviço já está feito. Uma tradução do inglês para o português costuma ser mais longa que o original. É uma questão de ajustar as tarifas. Trafegar entre um método e outro, é questão de regra de três, que não chega a ser matemática superior. Faça uma forcinha, que você aprende.
  4. A tradicional quantificação por lauda só se aplica à contagem pelo texto final. Perfeitamente viável quando o cliente tem uma definição clara do que é uma lauda – como as editoras, por exemplo. Para os clientes que não sabem o que é uma lauda, é um risco, porque, por mais que a gente explique, o cliente depois pode reclamar de um relatoriozinho de dez pagininhas ter dado quinze laudas, seja por não ter prestado atenção à explicação, seja por não ter entendido, seja por má fé. Se for cobrar por lauda, veja como o cliente define lauda antes. Lauda é como porção de fritas de boteco: cada um tem a sua. Se o cliente não tiver uma definição, dê você a sua, mas escolha uma lauda pequena, porque facilita as coisas, para dizer pouco.
  5. Jamais confunda uma lauda com uma página e, se seu cliente misturar uma coisa com outra (seja por ignorância ou má fé), corrija imediatamente.
  6. Cada vez mais, os clientes querem quantificações pelo texto de partida, porque assim sabem quanto vão gastar antes de autorizar o serviço. Alguns tradutores reclamam que calcular pelo preço de partida é prejudicial, porque a tradução costuma ser mais longa do que o original. É uma simples questão de ajustar as tarifas. Trafegar entre um método e outro, é questão de regra de três, que não chega a ser matemática superior. Faça uma forcinha, que você aprende.
  7. Na contagem por caracteres, alguns clientes pagam os espaços, outros não. Tanto faz: é só uma questão de ajustar as tarifas. Trafegar entre um método e outro, é questão de regra de três, que não chega a ser matemática superior. Faça uma forcinha, que você aprende. Se o cliente não falar nada, cobre sem os espaços e avise o cliente que você não está cobrando os espaços, que ele fica todo feliz.
  8. Na contagem por palavras, muitos clientes perguntam se você cobra o mesmo valor pelas palavras longas e breves, pelas fáceis e difíceis. Responda que cobra pela média, que é o padrão setorial. Se o cliente quiser tirar o que ele chama de palavras do texto as palavras que ele julga fáceis, não permita. Para tudo há um limite.
  9. Os tradutores de alemão acham que contar por número de palavras é nocivo aos seus interesses, porque o alemão tem muitas palavras longas. Por isso, cobram por linha-padrão, que tem entre 50 e 55 caracteres. É só questão de ajustar a tarifa. Trafegar entre um método e outro, é questão de regra de três, que não chega a ser matemática superior. Faça uma forcinha, que você aprende.
  10. Suas cotações por caractere, lauda, palavra ou baciada tem de resultar em preços bem iguais. Se as diferenças excederem 5%, há algo de errado com seus cálculos. Trafegar entre um método e outro, é questão de regra de três, que não chega a ser matemática superior. Faça uma forcinha, que você aprende.

EN→PTBR |Tradutor profissional desde 1970.


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