Preços e pagamentos

Preços e Pagamentos: Melhor Prevenir que Remediar

Este é o primeiro artigo de uma série, que vai ser longa, sobre a remuneração de nosso trabalho. O problema tem dois aspectos, ambos os quais vão ser abordados aqui: quanto cobrar e como evitar a possibilidade de não ser pago. Vou entremear estes artigos com artigos sobre outros assuntos, mas pretendo, publicar ao menos três matérias por semana sobre este assunto. Conto com os comentários e perguntas de vocês todos, para tornar esta série mais útil a todos.

Começo pelo óbvio:

  1. Tudo envolve risco. Toda ação é arriscada e a inação geralmente é mais arriscada ainda.
  2. É melhor prevenir que remediar, ou, para usar um termo mais moderno, é importante ser proativo. Fazer as coisas certo desde o início. O combinado está sempre certo. Fazer tudo por escrito: verba volant, scripta manent, como diziam os romanos.
  3. Se quer ser tratado como profissional, aja como profissional. Profissional (a) age com honestidade e transparência, (b) cumpre o prometido, (c) faz sempre o melhor que pode, (e) não se envergonha de cobrar pelo seu trabalho.
  4. Não existe “preço justo”, um preço determinado por uma fórmula matemática regida pela ética. Existe o preço que você e seu cliente combinaram. Não há nada de errado em cotar um preço alto ou mais alto que a média, desde que a cotação seja transparente, desde que o cliente não seja enganado, desde que, na hora de cobrar, você cobre exatamente o que cotou. Cabe ao cliente decidir se que o seu trabalho ou o de outra pessoa que cobre menos.

Amanhã tem mais. Por hoje, chega, que é domingo.

EN→PTBR |Tradutor profissional desde 1970.


2 Comentarios em "Preços e pagamentos"

  • Sidney Barros Jr.
    07/04/2008 (9:00 pm)
    Responder

    [quote]não se envergonha de cobrar pelo seu trabalho. [quote]

    Isto é o que mais se vê entre a maioria dos novatos e até entre alguns veteranos (me incluía nesta categoria até pouco tempo atrás, devo confessar).
    É algo quase inexplicável a “vergonha em cobrar” que surge do nada. Ralamos por horas a fio para entregar um material com qualidade decente e na hora de cobrar ficamos, sei lá, com “peninha do cliente”.
    Aprender a lidar com este, e claro que todos os outros pontos, é algo imprescindível para demonstrar o profissionalismo, como muito bem citado pelo mestre Danilo.
    Abraços fraternos.

  • Camilinha
    07/04/2008 (3:55 pm)
    Responder

    Oi Danilo, ótimo tema.
    Eu faço assim:
    1) Cliente novo paga à vista. A tradução é iniciada após compensação do depósito.

    2)Cliente antigo e bom pagador tem 15 dias. Dou o prazo de coração e ainda fico bastante agradecida.

    3)Cliente que dá calote entra no caderninho negro. Toma pau da carteira de cobrança do banco. Paciência. E nem me importo se não voltar, não paga mesmo…

    Tive um cliente que, por ser conhecido e indicado por um amigo meu, foi “folgando, folgando, folgando”. Devia, não negava, e pagava quando queria. Cortei as asas dele quando passei a pedir pagamento de acordo com o item 1. Desapareceu. Ótimo.

    Sinto que as pessoas ficam muito preocupadas com o fato de o cliente não voltar, mas de que adianta ter um cliente que não paga? De duas, uma:
    – Você preenche o espaço com um trabalho de cliente que paga. Aqui você ganha dinheiro.
    – Você preenche o espaço com lazer, estudo e tempo em família. Aqui você ganha qualidade de vida!
    ;-D


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