Recomendação de iniciantes, necessitados e desconhecidos

O Titivilo (se você não sabe quem é, leia o artigo abaixo) ainda anda muito ativo. Mas vou tentar impedir que a peteca caia. Se eu der uma paradinha no blog, recomeçar fica cada dia mais difícil.

O cliente pede um serviço, você não pode fazer. O cliente pede para você recomendar um colega. O que você faz? Não, não responda, ainda. Deixa fazer uma outra pergunta: se você pedisse a um conhecido a recomendação de um profissional para um determinado serviço, por exemplo, um médico para cuidar de alguma doença, quem você gostaria que seu conhecido recomendasse? Um médico que ele já conhecesse e que tivesse curado um parente dele do mesmo mal, ou um médico que, coitado, estivesse precisando de clientes?

Pois é, com tradução é a mesma coisa: a gente recomenda quem conhece e quem sabe que é bom. Faz isso não de maldade, preconceito contra o iniciante. Faz porque, perante o cliente, somos responsáveis pela pessoa recomendada. E se essa pessoa for incompetente ou irresponsável, quem paga somos nós. Mais de uma vez disse aqui e alhures que nem todo principiante é incompetente, nem todo o veterano é competente e responsável. Conheço veteranos que não recomendaria nem ao pior dos meus inimigos. Mas o fato é que não tenho como recomendar um desconhecido, principiante ou não.

É esse o problema que dá origem ao que a turma chama “as máfias” ou “as panelinhas”. O cliente confia em mim, eu confio no Fulano. O cliente me pede uma indicação, eu indico o Fulano – ou, mais freqüentemente, a Fulana, já que esta é uma profissão de maioria feminina.

E como fica a Beltrana, iniciante desconhecida? A resposta fica para amanhã, se o Titivilo deixar.

EN→PTBR |Tradutor profissional desde 1970.


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